A polémica do Sertanejo: um Brasil dividido pela política e pela música – Público

A música é um dos maiores patrimónios da nação brasileira, nela se reflectem influências africanas, indígenas, europeias (portuguesas, italianas, espanholas) mas também influências diversas das grandes correntes musicais globais, da música jazz ao rock, passando pela pop, a música electrónica, o hip-hop, o funky, o reggae, o country, etc. Mas mais quatro anos de bolsonarismo poderão transformá-la num grande deserto onde apenas se vislumbra a miragem da música sertaneja.
A poucas semanas das eleições presidenciais, o Brasil e os brasileiros estão divididos. A divisão política em ano de eleições é algo expectável em qualquer país, mas uma divisão por géneros musicais é algo inusitado. Mas as duas coisas confundem-se no Brasil actual: de um lado, os músicos sertanejos maioritariamente apoiantes de Bolsonaro, do outro lado, artistas tão variados, em idade e em estilo musical, como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gal Costa, Milton Nascimento, Daniela Mercury, Martinho da Villa, Anitta, Rodrigo Amarante, Marisa Monte, Pabllo Vittar, Emicida, Zélia Duncan, Zeca Pagodinho, Maria Rita, Duda Beat, Linn da Quebrada, Zeca Baleiro, Ludmilla, Tulipa Ruiz, Luísa Sonza, Carlinhos Brown, Marina Sena ou João Gordo (Ratos do Porão), entre outros, que se opõem radicalmente a Bolsonaro e declararam já o seu apoio a Lula da Silva. Bolsonaro conta, até ao momento, com o apoio de vários músicos sertanejos como Gusttavo Lima, Zézé di Camargo e o já reformado Sérgio Reis, para além das duplas Bruno e Marrone, Henrique e Juliano, Matheus e Kauan, César Menotti e Fabiano ou Zé Neto e Cristiano. Surpreendentemente Digão dos Raimundos, banda pesada de Brasília que teve um grande êxito nos anos 90, também declarou o seu apoio a Bolsonaro, tal como o cantor Latino.

Cantor
Leia os artigos que quiser, até ao fim, sem publicidade
Faça parte da comunidade mais bem informada do país
Seja o primeiro a comentar.
Escolha um dos seguintes tópicos para criar um grupo no Fórum Público.
Ao criar um novo grupo de discussão, tornar-se-à administrador e será responsável pela moderação desse grupo. Os jornalistas do PÚBLICO poderão sempre intervir.
Saiba mais sobre o Fórum Público.
Ao activar esta opção, receberá um email sempre que forem feitas novas publicações neste grupo de discussão.
Email marketing por
@ 2022 PÚBLICO Comunicação Social SA
Para permitir notificações, siga as instruções:
Estes são os autores e tópicos que escolheu seguir. Pode activar ou desactivar as notificações.
Receba notificações quando publicamos um texto deste autor ou sobre os temas deste artigo.
Estes são os autores e tópicos que escolheu seguir. Pode activar ou desactivar as notificações.
Para permitir notificações, siga as instruções:

source

Deixe uma resposta