Agenda Para Adiar o Fim do Mundo (11 a 18/5) – seLecT – seLecT

Publicado em: 11/05/2022
Categoria: Agenda, Destaque
Estrelas Flamejantes em Manhã de Sol, de Tiago Sant’Ana
”O título da mostra é inspirado num texto do escritor James Baldwin, no qual ele tece uma comparação entre a mobilidade social do homem negro da diáspora e elementos celestes. É a partir disso que o artista traça uma metáfora sobre a masculinidade negra”, escreve Marcelo Campos no ensaio crítico da mostra que abre amanhã, 12/5, na Alban Galeria, em Salvador. Mais de 20 obras inéditas, que discutem as inúmeras representações de poder, foram produzidas para a ocasião, dando destaque à pintura. A individual faz parte da investigação de Sant’Ana sobre a intersecção entre história e memória. 
Av. 23 de Maio (1996), de Agostinho Batista de Freitas (Foto: Rodrigo Casagrande/Divulgação)
ABERTURAS
Mestre das Ruas, de Agostinho Batista de Freitas
Abre amanhã, 12/5, na Galeria Estação, a mostra com cerca de 20 telas do pintor autodidata que integram o acervo da galerista Vilma Eid. Suas composições são, sobretudo, retratos de cenas urbanas de São Paulo. ”O artista faz capturas de momentos cotidianos, reproduzindo diferentes ângulos da cidade com cor e mestria. Uma obra que permanece atual e nos surpreende pela singeleza de sua iconografia”, escreve Agnaldo Farias, curador da mostra. A individual é um esforço da galeria e de Eid para retomar a produção de Agostinho, que teve uma mostra individual com 74 pinturas no MASP, intitulada Agostinho Batista de Freitas, São Paulo, em 2017. 
Obra de Xadalu Tupã Jekupé (Foto: Divulgação)
Antes Que Se Apague: Territórios Flutuantes, de Xadalu Tupã Jekupé
Neste sábado, 14/5, a Fundação Iberê inaugura mostra inédita do artista rio-grandense sobre o apagamento da cultura indígena na região oeste do Rio Grande do Sul. Com curadoria de Cauê Alves, 19 trabalhos, sendo 14 inéditos, discutem as memórias da infância do artista, pontuando os saberes dos povos originários, além de abordar a noção de pertencimento, exclusão e demarcação simbólica de território. ”Todo o Brasil já foi território indígena. Mais do que a reivindicação do direito ao território, trata-se de uma reocupação simbólica dele. Uma espécie de reconquista que não é como a conquista colonial, que explora e destrói a terra, mas de modo singelo, chamando atenção para quem sempre esteve ali e foi praticamente apagado”, escreve o curador sobre a mostra. R$ 30. Agendamentos pelo link.

Vista de Hipocampo, de Silvia Velludo (Foto: Filipe Berndt/Divulgação)
Hipocampo, de Silvia Velludo
A mostra, em cartaz na Galeria Marcelo Guarnieri a partir de sábado, 14/5, dá continuidade à investigação de Velludo sobre a produção e a reprodução de imagens através da pintura. A artista faz uso de um extenso acervo de fotografias de celular, de notícias de jornal, cenas de filmes e posts de redes sociais para refletir sobre a banalidade dessas imagens e o ritmo acelerado em que são difundidas, traduzindo os códigos da linguagem fotográfica digital para a linguagem pictórica. ‘’O título remete à estrutura cerebral responsável pelo armazenamento da memória e faz uma alusão ao registro involuntário que fazemos das imagens que nos rodeiam e as infinitas associações inconscientes que podem ser estabelecidas entre elas.”, escreve o Fernando Cocchiarale no ensaio crítico. Além das recentes pinturas da série que intitula a mostra, a artista apresenta obras produzidas na década de 2000, como as pinturas das séries Penumbras, Divisas, o livro-objeto Ida e a videoinstalação Projeto de Aurora. 
Supliques, de Amélia Sampaio (Foto: Divulgação)
Supliques, de Amélia Sampaio
Selecionada no Call for Artists: Anima Mundi 2022, a artista carioca, baseada em Avignon, na França, leva à Veneza duas apresentações da performance, que acontecem dias 12/5, no Palazzo Albrizzi-Capello, e 13/5, no Palazzo Bembo, mesmo dia da Abolição da Escravidão no Brasil. A performance Supliques consiste na artista vestida de branco e enrolada em arame farpado do qual ela consegue escapar somente com a participação do público. A performance trata da manutenção coletiva da liberdade, chamando a atenção para o fato que o direito à liberdade depende da luta do outro.
Sem título (Caixa) (1994), de Wanda Pimentel (Foto: Divulgação)
EM CARTAZ
Os Anos Noventa, de Wanda Pimentel
A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta a primeira mostra dedicada à obra de Pimentel como artista representada. As seis pinturas selecionadas fazem parte de sua produção ao longo dos anos 1990, quando investiu em sua característica palheta de cores e no uso de elementos figurativos. Neste período, a artista carioca dedicou-se a empregar linhas ainda mais rigorosas em composições escuras que priorizavam o preto, o cinza, o azul e o marrom. O limite entre o dentro e o fora se embaralha em ambientes melancólicos que reforçam a sensação de opressão e confinamento, temática central na obra da artista. Ensaio crítico de Evan Moffitt. Até 11/6.

Olhar de Tia Ciata (Foto: Rafael Salim/Divulgação)
Coleção MAR + Enciclopédia Negra
O Museu de Arte do Rio recebe, em parceria com a Pinacoteca de SP, a mostra resultado do projeto Enciclopédia Negra, idealizado por Flávio Gomes, Lilia Schwarcz e Jaime Lauriano, com obras de seu acervo. A exposição, constituída de retratos de personalidades negras produzidos por artistas contemporâneos, busca travar uma reparação histórica e garantir a possibilidade de representação a essas personalidades que foram apagadas. Das 250 obras expostas, 13 são novos retratos de pessoas como Abdias Nascimento, Heitor dos Prazeres, Tia Ciata, Manuel Congo e João da Goméia, criados por artistas convidados pelo museu carioca – Márcia Falcão, Larissa de Souza, Yhuri Cruz, Bastardo, Jade Maria Zimbra e Rafael Bqueer – e que passam a integrar a coleção após a mostra. Até 3/7. 
Onírica, de Carlos Praude (Foto: Divulgação)
ONLINE
Onírica, de Carlos Praude
Selecionado pelo Rumos Itaú Cultural 2019-2020, a experiência sonora, visual e poética, criada pelo Doutor em Arte e Tecnologia pela Universidade de Brasília (UnB), vai ao ar hoje, 11/5, às 14h30. Ao baixar o aplicativo, o usuário é direcionado a um ambiente virtual interativo que apresenta os quatros elementos da natureza – fogo, terra, água e ar – e diferentes formas associadas a suas sonoridades, criadas pelo músico e compositor Felipe Castro Praude. No mesmo dia, o público é convidado a participar de encontro online com Paude, para conhecer o projeto, seu processo criativo e os principais conceitos de sua pesquisa. Participam da conversa a atriz e professora de Artes Cênicas da UnB, Rita de Almeida Castro, e a professora Suzete Venturelli. 
Máscaras para Rituais do Mundo em Crise #2, de Denilson Baniwa (Foto: IMS/Divulgação)
CINEMA
Máscaras
Até 29/5, o IMS Paulista e Rio exibem 28 títulos de cinema, entre lançamentos e clássicos nacionais e internacionais, fotografias, curtas e videoclipes, em torno dos múltiplos significados evocados pela máscara. A seleção inclui desde filmes brasileiros consagrados, como A Lira do Delírio, de Walter Lima Jr., passando por clássicos de Hollywood como O Massacre da Serra Elétrica (1974), de Tobe Hooper, até produções recentes, como o nacional Medusa (2021), de Anita Rocha da Silveira. Em diálogo com outras linguagens, entre algumas sessões da mostra são exibidas fotos do ensaio Máscaras para Rituais do Mundo em Crise, produzido pelo artista Denilson Baniwa para o Convida, programa de incentivo artístico promovido pelo IMS. Programação completa pelo link
Curva Cega (Curva Cieca), de Muna Mussie (Foto: Claudia Pajewski/Divulgação)
TEATRO
SCENA – Semana da Cena Italiana Contemporânea
A segunda edição do evento, sediado no Sesc Pompéia, até 15/5, conta com a exibição de quatro espetáculos inéditos no Brasil. São eles: Gentil Unicórnio e O Animal, de Chiara Bersani; Tiresias, de Giorgina Pi e Bluemotion; e Curva Cega, de Muna Mussie. Cada peça tem duas apresentações e, em algumas delas, acontecem rodas de conversas com as autoras após as apresentações. Este ano, o foco do festival é a produção artística feminina italiana, reunindo dramaturgas, diretoras, pensadoras e realizadoras que transitam entre a cena performativa, as artes visuais, a formação artística e acadêmica e o ativismo político e artístico, especialmente os que dizem respeito aos lugares de empoderamento das vozes femininas, protagonismo, lutas e visibilidade. R$20. Programação completa no site do Sesc
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