Bandas brasilienses retomam shows em casas noturnas do DF – Correio Braziliense

A retomada das atividades com o retorno aos palcos, depois da longa quarentena, determinada pela crise pandêmica, é motivo de celebração pelas bandas que mantêm acesa a chama do rock em Brasília. Quase todas voltaram a trabalhar e estão com a agenda cheia de compromissos.
Magoo, Zero 10, Rock Beats, Paulo Mesquita, Os Brancos e Quatro Estações e Rock Now estão entre os grupos que, desde o final de 2021, vêm fazendo shows no circuito das casas noturnas brasilienses. Líderes desses conjuntos festejam a acolhida calorosa do público, que os tem prestigiado nesses lugares, e falaram o sobre a importância do retorno ao trabalho.
Banda Magoo — Com 21 anos de carreira, a Magoo, ao longo do tempo, tem sido uma das bandas com mais atividade na cena do rock brasiliense. Para se ter ideia, nem mesmo a pandemia a impediu de produzir. “Durante a quarentena, fizemos várias lives e gravamos 44 vídeos com releitura de clássicos de bandas renomadas nacionais e internacionais e composições autorais”, conta Marcelo Brandão, vocalista e guitarrista da Magu.”Temos tocado bastante, desde novembro de 2021, inclusive na abertura do show do Skank, no dia 7 último, no Mané Garrincha, quando fomos aplaudidos por 10 mil pessoas.”
Rock Beats — Uma das primeiras bandas a retomar as atividades, pós-flexibilização relacionada com a covid 19, foi a Rock Beats, como conta a vocalista e líder da banda Daniela Firme. “Em setembro de 2021, assim que tomamos conhecimento da flexibilização determinada pelas autoridades sanitárias, entramos num ônibus e botamos o pé na estrada com uma turnê. Fizemos apresentações em Belo Horizonte, Vitória, São Paulo, Curitiba e cidades do Rio Grande do Sul. Aqui em Brasília estamos com vários compromissos agendados.” Ela diz que no período em que não pode tocar presencialmente, a banda fez duas lives por mês, “que obtiveram 42 milhões de visualizações no YouTube”, comemora.
Zero 10 — Banda brasiliense que detém o recorde de permanência num mesmo local, a Zero 10 toca aos sábados no UK Music Hall há, nada menos, que 20 anos. Mesmo durante a pandemia, deixou de fazer apresentações por apenas quatro meses. “Temos ali um público cativo, conquistado ao longo do tempo. São Pessoas que gostam de ouvir rock clássico, músicas que fazem parte da memória afetiva de cada um daqueles espectadores”, observa o guitarrista Marcelo Barbosa. “Fazemos muitos shows também em aniversários, casamentos e outros eventos particulares”, acrescenta o líder do grupo que é proprietário do GTR Instituto de Música, com unidades na 111 Sul e 708/709 Norte.
Paulo Mesquita e Os Brancos — Sem medo de ser feliz, Paulo Mesquita deixa claro que a proposta dele e dos seus companheiros de banda é tocar canções que se tornaram clássicos do rock nacional e internacional, sem alterar os arranjos. “Quem costuma nos assistir já sabe o que vai ouvir e nos prestigia justamente por isso. Às vezes, incluímos músicas autorais no repertório”, destaca Mesquita. “A agenda voltou bombar após a flexibilização. Temos feito 12 shows por mês, principalmente no O’Rilley (409 Sul) e no UK Music Hall (411 Sul), mas temos tocado também no Shed, ao lado do Cota Mil, no Setor de Clubes Sul”, festeja.
Quatro Estações — Após quase um ano sem tocar presencialmente, a banda Quatro Estações que busca manter vivo o legado da Legião Urbana, voltou aos palcos e em dezembro de 2021, quando se apresentou para um mil pessoas no Festival Moto Week que ocorreu no pavilhão de eventos do Parque da Cidade.”Temos feito shows em alguns locais, principalmente no Bar do Kareca, em Taguatinga, e no Abençoado Bar, no Sudoeste, onde temos público cativo”, ressalta Paulo Veríssimo, guitarrista e vocalista da banda, que recentemente lançou um EP com músicas autorais e o projeto Rockália, que mistura rock, MPB e música eletrônica.
Rock Now — Formada há oito anos, a Rock Now que sempre se posicionou bem no mercado brasiliense, vem fazendo em média seis shows por mês — basicamente em casas noturnas — desde que retornou às atividades, depois da pandemia, em meados de outubro de 2021.”Nosso trabalho é voltado para o tributo a grandes ícones do rock brasileiro e de outros países, de Legião Urbana a Rolling Stones”, diz o guitarrista Mário Svendsen. “Os lugares em que mais tocamos são UK Music Hall (411 Note), Hop (Setor de Indústria e Abastecimento) e Santa Fé (Jardim Botânico)”, complementa.
 

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