Concertos da Osesp destacam músicos Alexandre Silvério e Ovanir Buosi – ABCdoABC

Crédito: Mariana Garcia
Dando início à agenda de agosto da Temporada 2022, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo — Osesp sobe ao palco da Sala São Paulo entre os dias 04 e 06 novamente tendo à frente um amigo de longa data, o regente Giancarlo Guerrero, e nesta semana destacando dois de seus integrantes: os músicos Ovanir Buosi (clarinete) e Alexandre Silvério (fagote, Músico Homenageado desta Temporada). A apresentação do dia 05/ago terá transmissão ao vivo pelo canal da Osesp no YouTube.
O programa começa com a estreia latino-americana de Chamber Dance, da norte-americana Joan Tower, uma das mais celebradas compositoras contemporâneas dos Estados Unidos. Em seguida, dois músicos da Osesp brilham em peças do brasileiro — e paulista — Francisco Mignone: Ovanir Buosi no Concertino para Clarinete, e Alexandre Silvério no Concertino para Fagote. E, para finalizar, nossa Orquestra executa o popular Concerto para Orquestra do polonês Witold Lutoslawski.
“’Chamber Dance’ [‘Dança de Câmara’] é dedicada à maravilhosa e intrépida Orpheus Chamber Orchestra [grupo de câmara baseado em Nova York]. Trata-se de música de câmara, pois sempre concebi a orquestra Orpheus como um grande conjunto de câmara cujos membros interagem e ‘dançam’ uns com os outros, assim como acontece em grupos menores. Tal qual dançarinos, os integrantes da Orpheus precisam estar sempre muito atentos ao que todos os outros estão fazendo, permitindo que a liderança oscile de modo que grupos menores e maiores se guiem melhor. ‘Chamber Dance’ urde uma tapeçaria na qual o oboé, a flauta e o violino são solistas, enquanto um violino com clarinete, um violoncelo e um fagote, um par de trompetes e um par de trompas se destacam em duos. A escrita é bastante vertical e rítmica, criando um grupo que precisa ‘dançar’ bem. Sinto-me honrada por ter recebido essa encomenda da Orpheus”, revela a compositora Joan Towers acerca da peça que a Osesp estreia nestes concertos.
Estreados em São Paulo e no Rio de Janeiro em junho e julho de 1957, sempre sob regência do próprio Francisco Mignone, o Concertino para Clarinete e o Concertino para Fagote têm em comum a linguagem nacionalista, uma orquestração reduzida (cordas e sopros apenas — estes limitados às madeiras, no segundo) e sua origem na relação direta do compositor com seus primeiros intérpretes, o clarinetista José Botelho e o fagotista Noel Devos. Outros paralelos revelam-se no tratamento do material musical em si: se no primeiro movimento do Concertino para Fagote, Assai Moderato, descrito à época da sua estreia como um “chorinho dolente e nostálgico”, encontramos um constante diálogo entre solista e orquestra, o mesmo princípio pode ser observado no segundo movimento do Concertino para Clarinete, Toada, aplicado porém na forma de longas passagens em que a clarinete solista se lança em expressivo dueto com flauta e, depois, com o fagote. De forma semelhante, Mignone explora também um mesmo princípio tanto no Final do Concertino para Clarinete quanto no segundo movimento do Concertino para Fagote, Allegro, princípio derivado desta feita da “embolada” tal como descrita por Mário de Andrade em seu Dicionário Musical Brasileiro.
Quando o maestro Witold Rowicki propôs a Witold Lutoslawski, em 1950, que fizesse uma composição para a recém-formada Orquestra Filarmônica Nacional de Varsóvia, o compositor pensou em elaborar uma peça baseada em aspectos da música tradicional polonesa mais ambiciosa que sua Pequena Suíte. Ainda assim, a ideia inicial não contemplava o trabalho de grandes dimensões que acabaria criando. O período de gestação do Concerto para Orquestra acabou se estendendo por mais de quatro anos, e os arquivos da Biblioteca Nacional Polonesa revelam que o término da composição data do dia 1º de agosto de 1954. Na estreia, conduzida por Rowicki e sua nova orquestra, no Salão da Filarmônica de Varsóvia em 26 de novembro, a composição foi recebida com muito entusiasmo — e ela se mantém até hoje como uma das mais populares do autor. Premiada pelo governo da Polônia em 1955, a obra garantiu a Lutoslawski a imagem de compositor polonês mais relevante de sua geração.
SERVIÇO
04 de agosto, quinta-feira, às 20h30
05 de agosto, sexta-feira, às 20h30 — Concerto Digital
06 de agosto, sábado, às 16h30
Endereço: Sala São Paulo | Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos
Taxa de ocupação limite: 1.484 lugares
Recomendação etária: 7 anos
Ingressos: Entre R$ 25,00 e R$ 230,00
Bilheteria (INTI): neste link
(11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.
Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express e Diners.
Estacionamento: R$ 28,00 (noturno e sábado à tarde) e R$ 16,00 (sábado e domingo de manhã) | 600 vagas; 20 para portadores de necessidades especiais; 33 para idosos.
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