Crítica ao PT, aceno aos nordestinos e Auxílio Brasil: os principais pontos do discurso de Bolsonaro – Diário do Nordeste

De olho nas eleições deste ano, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um discurso com forte apelo eleitoral na visita ao município de Jati, no Ceará. Ele participou do ato de liberação das águas da Transposição do Rio São Francisco para o Cinturão das Águas. Em seu pronunciamento, o chefe do Executivo nacional criticou os governos do PT, fez acenos à população nordestina e destacou ações de seu governo, principalmente o Auxílio Brasil.

Em sua quinta visita ao Ceará desde que tomou posse, o presidente também faz nova investida pela região Nordeste, visitando municípios em Pernambuco e no Rio Grande do Norte. A região, historicamente, é mais alinhada ao ex-presidente Lula (PT), principal adversário de Bolsonaro.
Em Jati, o atual mandatário aproveitou para reforçar críticas ao seu principal opositor. “O que foi desviado da Petrobrás daria para fazer 50 transposições, então olha o atraso que o Brasil experimentou com quem ocupou a Presidência, que tinha compromisso apenas com o próprio bolso e com o poder”, disse.
Ministro mais exaltado na cerimônia – e cotado para disputar uma vaga como senador pelo Rio Grande do Norte –, Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, reforçou as críticas aos governos do PT. 

“Este governo está fazendo em três anos o que não foi feito em 16 anos, o que não foi feito em mais de 170 anos”, disse em referência à Transposição.
“Vamos dizer a verdade, a obra (da Transposição) não funcionava porque não teve a prioridade devida nos governos anteriores. Estamos, hoje, resgatando uma dívida histórica (…) O presidente Bolsonaro nos orientou que não deixássemos obra paralisad, que levássemos o Nordeste no coração e abraçassemos quem mais precisa”, concluiu. 
Aprovado no ano passado, o Auxílio Brasil também recebeu destaque no discurso do presidente, que aproveitou para, novamente, criticar as medidas de distanciamento social para combater a pandemia da Covid-19. 

“Até o ano passado, o Bolsa Família pagava, em média, R$ 190, agora, com o Auxílio Brasil, pagamos, no mínimo, R$ 400. É uma ajuda a quem precisa, porque nosso governo está sempre ao lado de vocês”, disse.  
Bolsonaro ainda falou sobra a vacinação contra a Covid-19 e criticou a exigência do passaporte vacinal. “Todas as vacinas foram compradas pelo Governo Federal e foram disponibilizadas de forma não obrigatória, para que cada um fizesse seu juízo e tomasse ou não, é um direito, jamais o Governo Federal vai exigir passaporte vacinal”, acrescentou.
No fim de seu discurso, o chefe do Executivo nacional destacou a contribuição de ministros nordestinos em seu governo e, como já virou tradição, voltou a falar sobre a proximidade que tem com a região. 
“Minha filha tem sangue na veia de um cabra da peste de Crateús. Hoje, dificilmente uma família não tem ao seu lado um nordestino. Eu sou paulista, mas São Paulo é a cidade do Brasil que mais tem nordestinos, vocês fazem parte do destino do nosso Brasil”, finalizou.
A visita do mandatário ao Cariri – pela terceira vez desde que foi eleito – ocorre em um momento turbulento. Na semana passada, durante transmissão ao vivo nas redes sociais, ele confundiu a cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará, com algum município pernambucano. “Falaram que eu revoguei o luto de Padre Cícero. Lá do Pernambuco, é isso mesmo? Que cidade que fica lá?”, perguntou.
À época, Bolsonaro também fez referência a nordestinos chamando-os de “pau de arara”, termo pejorativo para definir quem nasceu na região. Nesta terça-feira (8), ele voltou a usar termos semelhantes. Em Salgueiro, Pernambuco, ele afirmou que, entre amigos, costuma utilizar os termos “cabra-da-peste, pau de arara, arataca e cabeçudo”. A informação é do Poder360.
Quem também está no Ceará nesta semana é um ex-aliado do presidente, o ex-ministro Sergio Moro. Ele cumpre agenda no Estado desde sábado (5). 
Quando visitou o Cariri, no último fim de semana, Moro criticou o presidente. “A palavra é decepcionado, desapontado, mas arrependido, não. Era um presidente que dizia ser contra a corrupção, que faria reformas, faria outras alianças, mas não fez nada disso. O Brasil está estagnado, há pessoas sofrendo, passando fome, além dele ter desmantelado o combate à corrupção”, disse.

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