Disco de Vinil: 8 clássicos da Música Brasileira para ter – UOL

Zé Enrico Teixeira
Colaboração para Splash
23/06/2021 04h00
Cada vez mais, os vinis deixam de ser apenas aqueles discos grandões guardados em algum armário na casa dos avós, acumulando poeira e apenas gerando curiosidade, para voltar definitivamente à moda. A atração pelo formato, tanto entre músicos quanto consumidores, têm crescido nos últimos anos, como deixa claro um relatório recente da RIAA (Associação Americana da Indústria de Gravação, na sigla em inglês).
De acordo com a entidade, nos EUA em 2020, o volume de venda de vinis superou o de CDs pela primeira vez em mais de 30 anos. A última vez que isso aconteceu foi em 1986, época em que os “compact discs” começaram a se popularizar.

E engana-se quem acha que esse mercado é puxado apenas por artistas das antigas e compradores nostálgicos. Dados da MRC Data, que coleta informações sobre vendas musicais no país norte-americano, mostram que ano passado o álbum “Fine Line”, do Harry Styles, abriu a fila de mais vendidos, seguido por “When We Fall Sleep Where Do We Go?”, da Billie Eilish. Ainda de acordo com eles, 2020 foi o 15º ano consecutivo de aumento de vendas dos “bolachões” por lá.
No Brasil, não há estimativas oficiais sobre a venda de vinis, mas é cada vez mais fácil encontrar discos à venda em lojas ou pela internet, sejam lançamentos ou álbuns consagrados. Pensando nisso, selecionamos alguns clássicos indispensáveis da música brasileira para você começar, ou incrementar, a sua coleção:
Preço: R$ 120,00*
De 1972, o segundo LP do grupo de Salvador, e que contava com Moraes Moreira, Baby do Brasil, Pepeu Gomes em sua formação, foi considerado como o maior álbum da música brasileira em votação realizada pela revista Rolling Stones em 2007. Diferente do seu antecessor, com uma pegada mais rock, “Acabou Chorare” apresenta uma grande variedade de gêneros, misturando guitarra com cavaquinho, pandeiro e outros elementos do samba, influência do grande João Gilberto, que serviu de mentor da banda. Tudo isso fica evidente em sucessos como “Tinindo Trincando” e “Besta é Tu”.
Preço: R$ 119,90*
Trabalho de estreia da banda homônima, de 1973, “Secos & Molhados” é tido como um dos álbuns mais inovadores da música nacional. Formado por Ney Matogrosso, Gérson Conrad e João Ricardo, o grupo chamou atenção tanto pelo seu visual ousado, como mostra a capa do álbum, quanto pelo seu som, que mesclava um rock mais pesado inédito no país com influências de bossa nova, folk e pop. O LP também se caracteriza pelas poesias de Vinícius de Moraes, Manuel Bandeira e João Apolinário em suas faixas, como em “Rosa de Hiroshima”, de Moraes, um dos maiores sucessos da banda.
Preço: R$ 119,90*
Último trabalho gravado por Chico Science um ano antes do trágico acidente que tirou sua vida, o álbum de 1996 é o segundo do Nação Zumbi e consolidou o Manguebeat no cenário musical brasileiro com hits como “Manguetown” e “Maracatu Atômico”. O movimento, que tem Science como um de seus fundadores, foi essencial para o rock brasileiro nos anos 1990, e colocou o grupo de Recife como um dos mais influentes do país, ao misturar ritmos regionais, como o maracatu, com o rock, hip hop e funk, em letras cheias de críticas sociais.
Preço: R$ 119,00*
Já como um músico consagrado, Jorge Ben Jor lançou “A Tábua de Esmeralda” em 1974 como seu décimo primeiro álbum, e aquele que abriria a sua fase de “alquimia musical”. Apesar de não ter tido sucesso comercial à época, o trabalho é considerado hoje por muitos o principal álbum do artista, com seus temas mais esotéricos e experimentais misturados ao seu samba rock característico. Tudo isso é exemplificado em faixas como “Os Alquimistas Estão Chegando Os Alquimistas” e “Errare Humanum Est”.
Preço: R$ 154,90*
Segundo álbum de Djavan, o trabalho que leva seu nome foi lançado em 1978 com recepção muito positiva da crítica da época, e que confirmou o músico como um dos grandes representantes da nova geração da MPB. Seu talento como cantor e compositor fica evidente em um álbum que traz mais diversidade rítmica que seu antecessor, exemplificada em clássicos como “Cara de Índio”, a dançante “Serrado”, e “Alagoas”, composta em homenagem a sua cidade natal, Maceió.
Preço: R$ 154,90*
Gravado por dois dos maiores nomes da música brasileira, o álbum foi um presente da Philips para Elis Regina pelos seus dez anos de contrato. Além de ser um encontro marcante, o trabalho conta com arranjos de César Camargo Mariano, então marido de Elis, que introduziu de maneira inovadora instrumentos elétricos num álbum de bossa nova. Todas as faixas foram compostas por Tom Jobim, que atua mais no violão e no piano, se juntando a Elis nos microfones em alguns duetos como em “Águas de Março”, maior sucesso da coletânea.
Preço: R$ 110,00*
Com uma história de vida tão interessante quanto seu repertório musical, Belchior consolidou sua carreira com Alucinação, de 1976. O álbum conta com uma mescla de ritmos que vão do baião ao folk, e traz clássicos da música nacional, como “Apenas um Rapaz Latina Americano”, “Como Nossos Pais” (imortalizada por Elis Regina), e “Sujeito De Sorte”. Essa última serviu de sample para a canção “AmarElo”, do Emicida, de 2019, o que rendeu uma espécie de redescobrimento do músico cearense nos últimos tempos.
Preço: R$ 219,90*
Surgido de uma reunião de músicos de Belo Horizonte, liderados por Milton e Lô, o álbum que leva o mesmo nome do grupo de artistas foi lançado em 1972, chamando a atenção pela variedade de sons e o engajamento das composições. Com recepção mista na época, “Clube da Esquina” é lembrado hoje em dia como um dos melhores e mais inovadores trabalhos da MPB, misturando ritmos como bossa nova, jazz e sons folclóricos, em canções como “Os Povos”, “Cravo E Canela” e “Nuvem Cigana”.
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* Os preços e a lista foram checados no dia 22/06/2021 para atualizar esta matéria. Pode ser que eles variem com o tempo.
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