Entenda o legado de Henry Fred Ullrich para o rádio e a história da Oktoberfest – O Município Blumenau

Tradição e Cultura dos Pioneiros; por Angelina Wittmann
Henry Fred Ullrich foi dono de uma das vozes mais conhecidas e ouvidas no rádio na cidade de Blumenau e em outras cidades da região, do Brasil e fora do país, principalmente nas manhãs de domingos, por mais de duas gerações, por quase 55 anos.
Uma breve pesquisa foi suficiente para reconhecermos sua história e seu pioneirismo nas comunicações radiofônicas, pois mantinha um intercâmbio sólido e contínuo com colegas da Alemanha e em países que mantinham a tradição da música alemã – também na América do Sul.
Fez história, com destaque para a consolidação e formatação das primeiras edições do Oktoberfest Blumenau a partir da presença inédita de bandas alemãs nos palcos da festa – duas das primeiras marcaram a história da grande festa. Apresentamos um pouco desta história no 21° artigo da coluna “Registro para a História”.
Conhecemos a voz de Henry Fred Ullrich antes de o conhecer pessoalmente, quando adquirimos o hábito de fazer os almoços de domingo para a família, ouvindo música alemã na rádio União FM, programa – “Hallo Freunde” – apresentado nas manhãs de domingos alcançando uma grande audiência – além da fronteiras de Blumenau e do Estado de Santa Catarina  – nas décadas de 1980 e de 1990. Estes momentos faziam parte das lembranças de nossos domingos em família e de muitas famílias neste recorte de tempo histórico, até a atualidade, quando partiu.
Fred nasceu em Blumenau, em 4 de fevereiro de 1950, filho de Fides Albinus Ullrich e Elka Ullrich, descendente de imigrantes pomeranos. Fazia questão de enaltecer e propagar sua descendência pomerana. Foi especialmente para a Alemanha, 2013, para conhecer suas origens e também de sua família, na região da antiga Pomerânia, registrado pelo jornal Testo Notícias – Pomerode.
Matéria do Jornal Testo Notícias de Pomerode – sobre sua ida ao local de origem de sua família.
“Em busca das origens
Segundo Henry Fred Ullrich, os contos da sua avó materna não chegaram a ser claros o suficiente para que ele pudesse formar um quadro de como seria Pomerânia, de onde chegaram às suas bisavós maternas. ‘Tampouco seu diário foi esclarecedor. Meu estágio na Rádio Deutsche Welle, em 1972, e por consequência outro estágio na Pommesche Zeitung me deram uma vaga ideia sobre a Pomerânia, oportunidade em que conheci  o escritor Klaus Granzow’, relembra Ullrich.
Durante os seis anos em que trabalhou na Rádio Difusora de Blumenau, Ullrich conheceu Helmut Kirsch, comerciante e redator em Winhuk, Suedwest-África, hoje Namíbia. ‘Meses depois aceitei o convite de Helmut  Kirsch e desembarcava na capital  da Namíbia. Ele que nasceu em Köslin (Koszalin-Pomerânia Oriental) e eu bisneto de pomeranos, naquele ano de 1974, alimentamos a ideia de visitar a terra de nossos antepassados’, conta.
A viagem só se concretizou em 2000 quando Ullrich e um parente residente na Alemanha, de nome Günther Hinz, foram para a Pomerânia Oriental. ‘Günther era conhecedor da aldeia de Sidow, onde nasceram minhas bisavós. Lá tive a oportunidade de conhecer entidades de minorias pomeranas e várias cidades pomeranas. Velhos cemitérios abandonados e amplo material fotográfico em filmes da Fuji estavam, portanto, em minhas mãos’, expõe.
Ullrich também passou por Regenwalde, hoje Resko, terra do imigrante pomerano Carl Weege. ‘Eu fui incentivado pelo bisneto, o industrial Wander Weege, e o material fotográfico foi ampliado. Várias exposições no Espírito Santo e Santa Catarina aconteceram. O portal de Stettin já estava erguido em Pomerode, um presente à cidade da família Weege’.
Em 2009, Ullrich também participou das festividades dos 150 anos da Imigração Pomerana, em Vitória, no Espírito Santo. Dois anos depois a data também foi comemorada em Santa Catarina. “Na ocasião, a Regenwalde Tanzgruppe, da Armalwee de Jaraguá do Sul, completava seus 20 anos de fundação, com uma viagem para a Alemanha e à Pomerânia. ‘Foram duas viagens, que aconteceram em maio e setembro de 2011. As apresentações folclóricas em cidades alemãs e polonesas (Hinterpommern) despertaram a atenção dos poloneses, especialmente em Regenwalde e Stettin, onde os grupos participaram do Festival Internacional do Folclore’, relata.
Em 2012 uma comitiva de Resko, liderado pelo prefeito Arkadiuz Czerwinski e vereadores, visitou Pomerode e outras cidades em Santa Catarina e no Paraná. Em 2013, ano das comemorações dos 725 anos de Resko, outra delegação, à convite daquela cidade, participou das festividades. ‘Na oportunidade o industrial Wander Weege recebeu a homenagem da cidade de origem da família, tornando-se Cidadão Honorário de Resko. Observava-se que o interesse pela cultura pomerana estava ascendente’, reforça Ullrich.
Na sequência, foi lançado o livro ‘O Povo Pomerano do Brasil’, de Ivan Seibel, tendo como coparticipação vários autores. O livro foi bem aceito em todo o Brasil, tendo-se destacado na Alemanha e Polônia. ‘Em várias cidades brasileiras de origem pomerana, cresceu o interesse pela cultura, tradição e culinária pomerana, especialmente em Pomerode várias atividades estão em andamento. Por isso, fiz questão de relatar no livro que ‘a Pomerânia existe’, frase que também pronunciei durante o encontro nacional pomerano na Alemanha’, concluiu.” Testo Notícias – Pomerode
Em Blumenau, a família de Fred Ullrich residia no interior da Vila Itoupava e ele também, por algum tempo (trabalhavam na lavoura) – até arrumar trabalho no centro da cidade. Fred contou em entrevista, que percorria a distância entre a Rua XV de Novembro e a Vila Itoupava, de bicicleta, percorrendo uma distância de aproximadamente 26 km em uma viagem de uma hora e meia. Estes tempos foram memoráveis e os melhores de sua vida, afirmou – registrado em entrevista ao jornalista Vilmar Minozzo. Tinha a idade que variava entre 14 e 22 anos, primeiro período que viveu na centralidade de Blumenau.
Fred foi a primeira pessoa que levou o Rádio para a Vila Itoupava. Seus irmãos Charles Ullrich e Eduard Ullrich juntamente com 5 amigos (Waldemar Dix, Renato Jansen, Alcido Milbratz, Arno Uekert e Udo Uekert) e em homenagem ao bairro e Distrito de Blumenau onde viviam, pioneiramente  – 10 anos antes da edição da primeira Oktoberfest Blumenau (1984), fundaram a banda Os Vilanenses, em 1974.
Em entrevista à TVL, Fred Ullrich comenta que no interior da Vila Itoupava, a família ouvia o rádio à bateria (durava somente 8 horas). Seu pai adquiriu o rádio para a família em 1959 e ouvia as Emissoras Coligadas de SC, que mais tarde, tornaria-se TV Coligadas, inaugurada em 31 de agosto de 1969. Neste tempo, Fred já residia na centralidade de Blumenau, e não mais da Vila Itoupava. Mudou-se em 1964, quando, com 14 anos, começou a trabalhar na loja Walter Schmidt localizada nos Altos da Rua XV de Novembro. 
Nesta época, ano de 1966, Fred Ullrich conheceu Vandrei Scheltzke que fazia um programa na Rádio Difusão – Blumenau, um programa Radiofônico e ele não desejava mais fazê-lo. Convidou Fred Ullrich e este refletiu e concluiu que poderia aceitar o desafio, pois, segundo o próprio Fred, falava razoavelmente o idioma alemão e se mantinha atualizado, lendo o jornal em alemão de circulação nacional Brasil-Post.
O jovem Ullrich com somente 16 anos de idade, aceitou o convite de Scheltzke e começou a fazer o programa “Saudação Dominical” na Radio YT34 – Sociedade Rádio Difusora Vale do Itajaí Ltda. – Radio Difusora, em dezembro de 1966. 
Nas décadas de 1950 e 1960, Fred contou a Vilmar Minozzo, que ainda havia restrições para se falar livremente, no idioma alemão em Blumenau e na região. Comentou que nunca teve problemas relevantes, pois falava para aos ouvintes, no idioma alemão e, traduzia imediatamente para o português. Contou que só foi chamado ao DOPS uma vez, para explicar a comunicação que mantinha com a Rádio de Havana, sendo que trocavam correspondências com as rádios internacionais: BBC, DW, Voz da América, Rádio Central de Moscou e a Rádio de Havana. Mas tudo ficou certo, após explicações. 
O escopo deste programa – “Saudação Dominical” – foi o embrião do programa Hallo Freunde, pois era baseado na apresentação de músicas alemãs e entrevistas – ao vivo.
Antes de iniciar o seu trabalho na Rádio Difusora, em dezembro de 1966, Fred Ullrich, com 16 anos, foi um frequentador assíduo de programas de auditório da Rádio Nereu. Prestigiava o programa de Osni Wilson Jacobs. 
A primeira vez que Ullrich falou no microfone, foi em um destes programas, só que foi no Programa de seu Professor de História, Werner Greuel, que lecionava no Colégio Pedro II e tinha um programa de perguntas e respostas conhecido por “Fala Estudante”. Fred Ullrich, gostava de História e se inscreveu. Este episódio lhe marcou, por ter sido o momento de seu primeiro contato com o microfone – que aconteceu no seu Programa de auditório da Rádio Nereu Ramos.
Fred Ullrich nos contou que no final da década de 1960, Blumenau possuía as seguintes rádios: Rádio Difusora, onde começou a trabalhar, Rádio Nereu, Rádio Clube e depois surgiu a Rádio Alvorada – que tornou-se, mais tarde, a Rádio União.
Neste mesmo ano de 1972, Fred Ullrich embarcou para a Alemanha com recursos próprios, para estagiar da Rádio DW. O jovem Fred Ullrich do interior da Vila Itoupava – interior de Blumenau, ficou encantado com a oportunidade na Alemanha. Na DW, conheceu uma rádio grandiosa com 45 estúdios, transmitindo para 33 idiomas e onde solidificou contatos e amizades importantes para o resto de sua carreira e que foi responsável em alavancar o Rádio em Blumenau e região.
Neste período, na Alemanha, Ullrich conheceu o jornalista Altair Calor Pimpão e, teve a oportunidade de conhecer um de seus ídolos da música alemã pessoalmente – Freddy Quinn, o qual recebeu em Blumenau, na década de 1990.

Quando Fred Ullrich retornou para Blumenau, trouxe consigo, além da bagagem e tecnologia para o  rádio, contatos que fez e firmou, na Alemanha. Através destes, começou a receber rolos semanais de gravações com músicas alemãs de sucesso na Alemanha, como se fosse uma das redes da DW. Instalado na Rádio União de Blumenau, a voz de Fred Ullrich era ouvida nas cidades de Montevidéu, Buenos Aires, Santos, entre outras nos mais variados recantos do estado de Santa Catarina e de outros estados do Brasil. Nós ouvíamos sua voz, a partir da década de 1980. Com relação ao material que recebia da Alemanha, sem dúvida alguma, um acervo precioso para um provável museu das comunicações e tecnologia da cidade, da região e do Estado de Santa Catarina.
Como fez para acompanhar os lançamentos na Alemanha e tocá-los no rádio, em Blumenau e região? 
Arrumou um emprego na empresa aérea alemã Lufthansa, na qual trabalhou por 22 anos. Na empresa aérea, encontrou facilidades para fazer “bate volta” para a Alemanha, e o fazia nos feriadões. Com isto, adquiria os últimos LP’s lançados e de sucesso de músicas alemãs. Onde estará este acervo?
Neste tempo também conheceu o ex Secretário de Turismo de Blumenau Antônio Pedro Nunes e sua esposa Marga Holzmann Nunes, proprietários da primeira agência de turismo do estado de Santa Catarina, a qual, também promovia disputadas viagens para a Alemanha. 
A Turismo Holzmann, como se chamava a agência dos Nunes, era a única agência de turismo de Santa Catarina, fundada em 1956, e tinha sua matriz localizada em Blumenau com filiais nas cidades de Joinville e Florianópolis. A agência tinha estreitas ligações comerciais e afinidades com a empresa aérea alemã Lufthansa, tanto, que o primeiro contrato de trabalho de Fred Ullrich foi assinado pela Turismo Holzmann, até a consolidação da fixação da Lufthansa em Blumenau, através da instalação de seu escritório na cidade. Fred Ullrich permaneceu 6 meses registrado no quadro de funcionários da Turismo Holzmann, até ser transferido para Lufthansa de fato, quando já estava instalada na cidade.
Após este tempo, por falar fluentemente o alemão, de acordo com Marga Holzmann Nunes, o radialista viajou como convidado, algumas vezes em excursões da Holzmann Turismo, para a Alemanha.
Isto fortaleceu a amizade surgida antes da 1° edição do Oktoberfest Blumenau, ocorrida em 1984. Fred Ullrich, trabalhando na empresa aérea alemã, e como seu representante, visitava a agência de turismo dos Nunes, levando as passagens aéreas e de navio solicitadas a Lufthansa. Nestes momentos de encontro, os Nunes e Ullrich conversavam sobre música e a cultura alemã, principal destino de viagens da empresa de turismo. 
Este envolvimento, através da cultura e da amizade fez com que em 1984, durante os preparativos da 1° edição do Oktoberfest Blumenau, sem ser planejado, Fred Ullrich contribuísse para uma das tradições e atrações da grande festa, que é o intercâmbio da música originalmente alemã na grande festa de Blumenau, a partir da presença de bandas alemãs.
A primeira banda alemã a tocar no Oktoberfest Blumenau foi viabilizada por Ullrich. Em 1984, como mencionado, trabalhava na empresa alemã de aviação Deutsche Lufthansa AG.  De acordo com a entrevista de Marga Holzmann Nunes concedida a nós, e também com a entrevista que Fred concedeu a TVL, em setembro/outubro de 1984, uma banda alemã estava na cidade de Porto Alegre e se deslocaria por via terrestre, desta cidade até a cidade de São Paulo. Blumenau está localizado na rota a que seria usada no translado da banda.
Alguém que tinha relação com a banda alemã telefonou para o Fred Ullrich e perguntou se os organizadores do Oktoberfest Blumenau (coordenado por Antônio Pedro Nunes) tinham interesse na presença desta banda alemã na festa. Ullrich “construiu” a ponte, pois tinha acesso ao Secretário de Turismo de Blumenau e idealizador e coordenador do Oktoberfest Blumenau, e obteve a resposta positiva que foi transmitida à banda. Ficou acertado que na quinta feira de festa, a banda alemã tocaria, chegando diretamente da viagem para a festa. E assim aconteceu.
A banda alemã chegou no local da 1° Oktoberfest Blumenau, diretamente da estrada, horário após as 23:00hs e entraram no ambiente da festa tocando e contagiando a todos os presentes – momento para a história. Fred Ullrich estava lá. A prática da presença de bandas alemãs na festa permaneceu nas edições posteriores – até a atualidade. Também, Fred mencionou a tradicional Götz Buam, que juntamente com a Banda do Maestro Hölmut Högl, foram as duas primeiras bandas contratadas do Oktoberfest Blumenau e que ele, Fred, participou destes contratos.


Não foi somente esta contribuição de Fred Ullrich para o Oktoberfest Blumenau. Em 1985, um ano após a primeira edição, a Lufthansa, através de Fred Ullrich – que trabalhava na empresa, novamente entrou em contato com o Secretário de Turismo de Blumenau Antônio Pedro Nunes e comunicou que um maestro alemão Helmut Högl e sua banda estavam em São Paulo, e se desejassem, poderiam visitar o Oktoberfest de Blumenau antes de retornarem para a Alemanha. Como o ocorrido na primeira edição, foi prontamente aceita a visita do maestro alemão e de sua banda.
O maestro Helmut Högl foi um ícone da música regional do Sul da Baviera e depois, também no sul do Brasil. Högel esteve no Oktoberfest Blumenau inúmeras vezes, após este primeiro contato. Criou laços com o Oktoberfest Blumenau que o inspirou a compor a música que se tornaria o Hino Oficial do Oktoberfest Blumenau – “Hallo Blumenau”. Fred Ullrich, foi sócio de Helmut Högl, na produção de discos vendidos no Oktoberfest Blumenau.
Em 1993, dentro de um no evento criado paralelo à Oktoberfest Blumenau, o renomado cantor alemão Freddy Quinn foi convidado e foi a atração deste evento, denominado “A Oktoberfest dos Bons Tempos” e que aconteceu no recém-inaugurado Outlet Center Celeiro do Vale. Fred o conheceu no seu tempo de DW, na década de 1970.

Fred Ullrich foi um dos acompanhantes do cantor alemão, na cidade de Blumenau e região e também, foi o responsável pela viagem do astro. Ele nos contou sobre o fato:
 “Quando o Freddy Quinn esteve aqui, e eu tratei de sua viagem, perguntei por que não grava novas músicas. Disse-me: ‘Eu tenho o meu estilo com o meu violão e minha garganta. Não me submeto às gravações com truques eletrônicos … não tem mais ninguém como o Quinn. ‘” Fred Ulrich.
Foi através de sua programação dominical da Rádio União – no Programa “Hallo Freunde” da Rádio União FM 96.5 que seu público aprendeu a ouvir, gostar, valorizar e entender o Volksmusik e outros estilos musicais da Alemanha. Em uma de nossas conversas, contou-nos que em dezembro de 2016, comemorou 50 anos “fazendo rádio”. Até pouco tempo atrás, recorte de tempo mais contemporâneo, além de trabalhar na Rádio União, onde também apresentava o programa “Europa Musical”, além do “Hallo Freunde”, também trabalhou em outras emissoras de rádio, de outras cidades da região, como por exemplo a Rádio de Jaraguá do Sul onde apresentou o programa “Deutsche Music” de 1998 a 2013 e de 2018 a 2019 – somando mais de 15 anos de atividades nesta emissora.
…”A música alemã no Rádio…cria um movimento integrando as famílias de Santa Catarina” Fred Ulrich

“Eu começo às 5 até às 7 da manhã, ao vivo. Isso para dar uma injeção de alegria àqueles que vão trabalhar – Músicas alegres, hora certa…” Fred Ulrich, em 29 de junho de 2017.
Na mesma época que viajou com uma comitiva para a região da antiga Pomerânia – Alemanha, em 2013, Ullrich também foi Secretário de Turismo de Pomerode – territorialmente, parte da antiga Colônia Blumenau. De acordo com  Albert Ramlow, Fred Ullrich foi o grande responsável pelo resgate da cultura Pomerana na cidade, quer não era muito destacada. Sua atuação foi relevante e importante, para esta cultura. Neste momento houve  proximidade entre os demais municípios que também receberam a migração pomerana no Brasil, como por exemplo: Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins – Espírito Santo; e São Leopoldo e Nova Petrópolis – Rio Grande do Sul.

Em 6 de dezembro de 2017, na abertura da Exposição Pulsações, assinada pelo artista César Otacílio, que também apresentou o seu livro  A   solidão do Lagarto, no Teatro Carlos Gomes.


Em 27 de julho de 2019, dentro do evento promovido pela Prefeitura Municipal de Blumenau conhecido Homenagem ao Imigrante – Semana de Imigração Alemã, o qual registramos, Fred Ullrich recebeu a Homenagem “Amigos da Cultura”.

Outras imagens de Fred Ullrich neste dia festivo para a cidade de Blumenau, o qual fez questão, também, de registrar.

Em 2017, solicitamos-lhe uma seleção musical e trocamos algumas palavras via Messenger, quando Fred disse:
“Bem, selecionei algumas músicas, que não vou dizer quais são as minhas preferidas. Não tenho músicas preferidas. Na verdade as preferidas minhas, são ainda as interpretações de Freddy, Udo Jürges, Heino, Helene Fischer e tantos outros. Intérpretes da música alemã, Suíça, da Áustria, Süd-Tirol.
Os programas precisam atentar para o gosto dos ouvintes, não para o meu gosto. Se eu tivesse a escolha, dizer que vou selecionar para mim só teria composições de Bach, Bethoven ,Vivaldi e ficaria assistindo em vídeo na minha tv, entretanto, eu não posso. Preciso selecionar músicas, no caso de agora, ao DESPERTAR, cedinho, as pessoas vão ao trabalho e precisam se alegrar. Então no horário cedo é isso que apresento, do tipo que vou escrever aqui, além da Blasmusik.
No domingo então, será mais SCHLAGER, do tipo Helene Fischer, Francine Jordi, Kastelruther, Florian Silbereisen, Alpentrio Tirol, Die Amigos. Mais Schalger do que a Volksmusik.
Indiquei essas para você:
Mas longe do que poderia ser a tradicional música alemã, que é hoje montada de pedaço em pedaço. Se for para tocar ao vivo, não sai nada, com exceções, é claro.” Fred Ulrich
E assim escrevemos o “Musik in der Nacht – Seleção Fred Ulrich”, publicada em 29 de junho de 2017 no blog. Para acessar, clique sobre: Musik in Der nacht de Fred.

Em 17 de maio de 2021 a Voz do Rádio calou definitivamente, deixando um legado para a história da comunicação de Blumenau, da região, do Estado de Santa Catarina e Brasil. Também sentirão o silêncio, àqueles que estavam no velho continente, no Heimat dos pioneiros que fundaram inúmeras cidades nestas regiões e cultuavam a cultura de suas famílias.
Henry Fred Ullrich faleceu com a idade de 71 anos, na madrugada do dia 17 de maio de 2021, no Hospital Santa Isabel, em Blumenau, quando era atendido em função de complicações relacionadas ao tratamento que vinha fazendo contra o câncer.
Foi valente sempre e corajoso no momento de decidir. Olhou a vida de frente e decidiu sem medos. Fez aquilo que lhe fazia feliz e levava felicidade às pessoas, até mesmo, quando escolhia a música certa, no horário certo. 

Eu sou Angelina Wittmann, Arquiteta e Mestre em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade.
Contatos:
@angewittmann (Instagram)
@AngelWittmann (Twiter)
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