Hamid Drake & William Parker: "Nós tocamos os choros e os risos na nossa música" – Rimas e Batidas

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O contrabaixista William Parker e o baterista Hamid Drake são autênticas instituições do lado mais libertário do jazz: juntos somam cerca de 90 anos de carreira activa e têm extensas (e importantes) discografias. Em 2022, os dois veteranos americanos são monumentos vivos de resistência e depósitos de uma experiência que é musical, estética e artística, mas também espiritual, política e humana.
Prontos para uma série de datas com o trompetista Luís Vicente e o saxofonista John Dikeman por Portugal e não só (uma delas calha a 9 de Julho no Teatro do Bairro Alto, em Lisboa), a dupla americana esteve à conversa com o Rimas e Batidas para, entre outras coisas, nos elucidar sobre o que é isto de estar aberto ao momento para se retirar o melhor de uma sessão de improviso.
Antes de terem tocado com o Luís Vicente, em Julho de 2020, na Galeria Zé dos Bois, vocês já tinham tocado com o John Dikeman, na Bélgica, alguns anos antes. Eu tenho de vos perguntar: quando se reencontram com estes músicos, com os quais não costumam tocar com regularidade, a experiência anterior é importante ou é sempre como se fosse a primeira vez?
[William Parker] A memória do primeiro encontro, se for boa, dá-te um incentivo. Nos Estados Unidos, quando há um músico bom com o qual gostas de tocar, dizemos que é uma circunstância em que a música acontece. E tu vais querer experienciar isso de novo. A vida é assim. Tu queres ter experiências positivas, que te tragam para cima. “Ok. Eu conheci este tipo e nós tocamos música lindíssima. Eu quero repeti-lo”. Às vezes apanhas músicos com os quais tens más experiências. Mas tu vais fazê-lo de novo, porque às vezes as coisas simplesmente acontecem. Os palcos nem sempre são os melhores locais para sermos introduzidos a alguém. Talvez corra melhor numa segunda vez. É algo que eu vou querer experienciar mais uma vez. Também existe aquele mistério, de que qualquer coisas pode acontecer a qualquer momento. Basta darem-me a oportunidade, que eu vou lá para procurar isso. O que eu quero é que seja uma experiência inspiradora tanto para mim como para o ouvinte.
[Hamid Drake] Tenho de concordar com o William nesse aspecto. Como referiste, ambos já tocámos com o John Dikeman no passado por diversas vezes. Temos até discos juntos. Tu meio que assumes que ele é um amigo teu, daqueles nos quais confias e acreditas, não dos que te colocam em circunstâncias desconfortáveis ou das quais possas pensar que não valem o teu tempo. Pessoalmente, eu ainda estive com o Luís numa outra ocasião. Ele pareceu-me um ser humano maravilhoso. Eu assumo que essa qualidade também venha expressa nas suas habilidades musicais. Este encontro servirá para voltar a reunir este quarteto.
Essa noite na ZDB traduziu-se num grande álbum. Lembro-me de ter escrito sobre ele e, na altura, mencionei que ele ecoa liberdade, empatia, comunidade e diálogo. Quando vocês voltam a escutar momentos como esse, ainda ficam surpreendidos com o que ouvem?
[Hamid Drake] No meu caso, não tenho grandes oportunidades para estar a ouvir tudo aquilo que gravei [risos]. Mas quando acontece, fico surpreendido, no sentido em que eu não sabia como é que ia sair quando o fiz. São coisas muito boas, que fazem sentir que estás em comunicação e em harmonia com os teus parceiros. É um sentimento bom, quando tu sentes que tocaste bem e que todos os outros também. Quando o escutas, sentes esse sentimento incrível. E podem existir ali coisas que te vão deixar, “wow!” Há cenas que surpreendem. Como viajo muito, não tenho a oportunidade de estar a ouvir tudo aquilo que faço.
[William Parker] Isso é verdade. Recentemente escutei algo que fiz com o Frank Lowe e o Joe Bowie nos 70s e fiquei bastante surpreendido. É que, às tantas, tu esqueces-te de onde já estás. Aquilo foi em ’73 e a música estava a acontecer. Agora, em 2022, continua a acontecer. Eu sei onde situar o início, mas o meio nunca o vou encontrar enquanto não souber onde é que acaba [risos]. Mas fico sempre surpreendido quando meto um desses discos a tocar. Nunca fico desiludido.
[Hamid Drake] E quando tu sabes que todos tentaram fazer o seu melhor… Nós estamos todos a tentar crescer. Como o William disse, também posso ir escutar uma experiência antiga que tive e ficar surpreendido, por ver que as coisas evoluíram. Naquelas primeiras gravações de todas, por exemplo, sentes ali uma certa essência… Isso é uma coisa boa.
Nas notas do álbum, o senhor Parker escreve que “improvisar é tocar sem pensar, mas não sem pensamento”. Achei uma forma particularmente brilhante de passar para palavras o acto de improvisar em grupo.
[William Parker] Aí falo de que as tuas ideias e pensamentos acontecem antes de tocares. Tu acordas e dizes, “olha que lindo dia”. Dar graças pelo dia é um pensamento. Mais tarde, quando tocas, tu vais reflectir essa beleza, da natureza e das pessoas. É um sonho de como as coisas deveriam ser. Uma visão daquilo que poderia acontecer, caso as coisas acontecessem da melhor forma. Tu queres passar todas essas coisas para a música que vais tocar naquela noite. Não é numa de, “vou querer acelerar ali e depois vou querer abrandar. Vou fazer isto e aquilo”. Tu até podes pensar nisso, mas é quando estás a praticar. Tu praticas e apagas. Quando chega a altura de tocar, tens de estar aberto ao momento. E esse momento é inspirado e informado pelo teu apreço pela vida durante aquele dia.
Existe esta ideia de que os músculos têm a sua própria memória. E se isso for verdade, então as nossas mãos, os nossos braços ou os nossos pés conseguem pensar por eles próprios. O que diriam sobre isso?
[Hamid Drake] É claro que existe memória muscular. Mas isto trata-se de uma tentativa de ir à procura de emoções. Nós não tocamos no domínio do pensamento conceptual, per se. Nós queremos ir ao encontro de um sentimento qualquer. Ficamos muito atentos ao que sentem os outros músicos à nossa volta e aqueles que estão na sala a escutar. É uma tentativa de expansão emocional muito grande, algo que o pensamento conceptual poderia bloquear. O pensamento conceptual pertence ao domínio das definições — tu defines isto, defines aquilo. São coisas que podem funcionar quando estás a praticar. O que tu esperas que aconteça quando estás em comunhão com os outros músicos e com o teu público é que o teu coração se abra, até um ponto em que só vai existir esta afinação com os sentimentos e as emoções, que transcendem qualquer modelo de pensamento conceptual. O pensamento conceptual pode atrasar-te. Se estiveres sempre a pensar no que vais ter de fazer a seguir, a tua mente já lá está [risos]. Só que a música que está a acontecer ainda vai lá atrás.
[William Parker] Existe também esta procura constante de quebrarmos as nossas correntes. Enquanto músicos, por vezes tens aquela cena entranhada em ti — “aquele” jazz ou lá o que seja — de que sabes para onde é que a música tem de seguir. Quando vais tocar, se não chegas lá tu vais tentar forçar e não vai resultar. Isso é errado. Tu tens de ir para onde a música te pede. Aceitares isso e largares todas as pretensões relativamente a para onde é que tu achas que a música deve ir é algo que demora o seu tempo. Existem todas estas caixas, do jazz, do blues, etc. Não interessa qual é a tua fundação musical. Tu tens de conseguir regular e levar a música até onde ela quer ser levada. Assim que aceitas isso, começas a entrar nas outras dimensões. É nessas outras dimensões que vais reencontrar o blues — ele vai lá estar, a estalar o dedo, num 6/8 ou num 7/4 — e todas aquelas outras coisas. Só que elas vão estar transformadas, em grandes pássaros, aranhas, sei lá [risos]. São criaturas diferentes.
[Hamid Drake] Pode mesmo ser qualquer coisa. E, quando isso acontece, significa que estás sintonizado com o presente. É como o William diz: tu podes expressar todas essas coisas, mas elas vão surgir transformadas noutras entidades. Podem ser pássaros ou borboletas. Qualquer coisa. A música é um universo tão expansivo… Quando isso acontece, às vezes ficamos só a observar. “O que é que se passa?” Pode ser muito misterioso, sabes?
É por isso que ambos costumam usar instrumentos diferentes daqueles a que estão normalmente associados? Estão a tentar chegar a esses outros domínios ao utilizar ferramentas diferentes?
[Hamid Drake] Para mim, tudo começa na viagem pela música indiana, como com a tabla, por exemplo. Eu comecei a ficar fascinado com a música indiana. Naquela altura, não pensava em como incorporá-la noutros estilos e sistemas musicais. Estava só fascinado com aquele som. O som da tabla, da cítara e por aí. Eu estava muito intrigado sobre o que é que aqueles músicos faziam com aquele som, que me movia. Eu quis entrar nesse universo. E acho que quando tomas uma decisão dessas, vais libertar-te naturalmente de outras coisas. Passas a ter mais conhecimento. Como diria o John Coltrane: “o conhecimento vai libertar-te”. Só que quando tocas tu não aplicas esse conhecimento conceptual. Talvez seja essa tal memória muscular. Por tocar tabla há tanto tempo, as coisas saem-me naturalmente. Eu sempre tive um grande apetite e inclinação para a descoberta. E tenho de dizer que alguns dos professores que tive eram muito abertos a outras formas de música. Há tantas expressões neste mundo. Quando toco tabla, não estou a tentar tocar como o Alla Rakha ou como o Zakir Hussain. Cada um tem a sua voz e eu nunca tocarei como eles — tal como eles também não tocariam como eu toco [risos].
[William Parker] Duas coisas importantes nas quais o Hamid tocou: apetite e inclinação. Há um tema do John Coltrane, intitulado “Om“, que eu costumava escutar. Também ouvia a Sharan Rani a tocar o serod e o Alhaji Bai Konte a tocar kora. Isto em 1974/1975. Naquela altura, eu tinha-me desinteressado por completo do contrabaixo ser o elemento principal. Eu pensava, e pensava, e pensava. Eu não estou propriamente treinado para tocar contrabaixo de forma clássica sequer. Sou aquilo que podes chamar de street guy. O meu professor, Wilbur Ware, era um street guy. Ele aprendeu a tocar contrabaixo para se enturmar e ver o que conseguia fazer. Para aí em ’73, conheço o Donald Rafael Garrett e sentámo-nos a falar sobre flautas e shakuhachis. Depois, talvez em ’74, vejo o Don Cherry a tocar aqueles instrumentos… São instrumentos para os quais tu não precisas de ir para o conservatório se os quiseres tocar. Não havia um standard. Pode haver alguém que é mais famoso que o outro ou que toca mais instrumentos. Mas são tudo instrumentos que toda a gente pode tocar à sua própria maneira e mesmo assim estar certo. Essa ideia agrada-me. Tu podes ser tu próprio e continuas certo. Por isso, o meu objectivo principal foi, “toca instrumentos não temperados e que estejam relacionados com as pessoas que trabalharam os solos, oprimidas. Ajuda-as a libertarem-se política e espiritualmente”. Gosto de incluir sempre isso na música. Não podes apenas ter a música do Ocidente. Tem de haver mais algo na mistura.
[Hamid Drake] E nós não nos podemos esquecer de que a música destas terras, onde se tocam esse tipo de instrumentos, é tão importante quanto a música que vem de onde nós viemos. Eles tocam o dia todo, sabes? Eles treinam. Mas deixa-me voltar ao início da tua pergunta: quando o William toca shakuhachi, por exemplo, ele vai inspirar-me a utilizar uma outra modalidade. Não é do tipo, “ele traz um shakuhachi do Japão, então eu vou tocar taiko como os japoneses”. Não. Nada disso. O que ele me vai provocar é uma sensação de que, se calhar, devo mudar para as escovas, por causa do som do instrumento. O que eu quero dizer é que ao adicionares instrumentos diferentes, vais estimular um outro tipo de abordagens. E como diz o William, também tem que ver com o povo. O Don Cherry dizia: “nós tocamos a música do povo”. O jazz é música do povo.
Eu estava aqui a conferir no Discogs a vossa discografia. Juntos, vocês já somam perto de mil entradas. Provavelmente, nem está tudo listado aqui. Vocês acompanham todo o material que é editado e que conta com o vosso envolvimento? Guardam cópias desses projectos todos? Importam-se com isso sequer? [Risos]
[William Parker] Há uma situação que acontece muitas vezes e que voltou a repetir-se agora, quando estivemos em Bilbao — regressámos ontem de Espanha. O promotor puxa de um disco que foi gravado em Bilbao e eu nem sabia. Ainda agora tu disseste que editaram em disco o espectáculo com o John Dikeman e o Luís Vicente. Eu não sabia disso [risos]. É necessário colocar muita coisa em perspectiva para pensar nisso. Eu estou mais preocupado em tocar, em lidar com as pessoas e em focar-me nos meus trabalhos em nome próprio.
Li uma peça sobre vocês, na JazzTimes, e adoro a parte em que falam do We Do School em oposição ao We Don’t School, que conta a adesão de muitos dos vossos contemporâneos — “nós não tocamos melodia, nós não tocamos música centrada em groove”, e por aí. Enquanto praticantes da We Do School, o que é que vocês tocam?
[William Parker] Basicamente, nós tentámos a escola. A cena é tentar fazer o melhor que consegues enquanto lá estás. Será que eu, William Parker, consigo tocar reggae? Não. Eu não consigo tocar reggae. Tu podes tocar reggae e eu vou reagir à minha maneira. Posso tentar. Será que consigo tocar blues? Eu tento [risos]. Pode ser insegurança, mas eu só tento fazer aquilo que a música pede. Qualquer som pode ser o “som da alegria”, como diria o Sun Ra. Eu tento e espero encontrar esse som da alegria e essa luz sempre que toque com alguém. Essa é a chave de tudo. Nós não sabemos como se vai manifestar. Pode manifestar-se em qualquer circunstância. É por isso que não digo, “eu não quero tocar isto ou aquilo”. Não há nada que eu não faça na música. Eu sigo sempre o caminho que a música me aponta. Quando o estou a percorrer, não sei o que pode acontecer a partir dali. Mas eu nunca deixaria de optar aquele caminho. Tu nunca sabes o que é que podes encontrar para lá daquela “porta”.
[Hamid Drake] É como o William diz. Nós fazemos parte da We Do Try School [risos]. Só tentamos dar o nosso melhor em qualquer situação que seja. Se for para o teu bem e o bem dos outros seres vivos — se for para te iluminar a ti e aos outros, como no budismo — então valerá a pena. Esse é o benefício.
Lisboa tem uma cena musical muito vibrante, complexa e diversa
[Hamid Drake] O Bonga vive aí, não é?
Vive sim. Que memórias guardam das vossas visitas anteriores? Houve algo que tivessem gostado mais de fazer em Lisboa?
[Hamid Drake] Amei o bacalhau. Isso digo-te, garantidamente [risos].
Foi o meu jantar ontem.
[William Parker] Vocês têm aquelas pessoas, o bom clima e têm entusiasmo. São as cores, as vistas, os sons das ruas… Dependendo da zona em que estás, eles manifestam-se de forma diferente. As árvores, por exemplo, são diferentes por estarem em Lisboa. Podes descer 30 e tal quilómetros para sul, continuas no mesmo país, mas as árvores já vão falar uma língua diferente. Sabias que as árvores falam? É agora que pegas no telefone e pedes ao médico para me vir tirar daqui [risos]. Mas elas falam. As árvores falam as suas línguas, as flores também. Tal e qual as pessoas. Isso é um banho de inspiração. Estou muito entusiasmado para regressar a Lisboa, para espremer cada pedaço de energia que vou conseguir absorver dali.
[Hamid Drake] As árvores são muito interessantes. O sistema de raízes faz com que elas comuniquem umas com as outras a toda a hora. O mesmo se passa com os cogumelos e outras espécies. Mas acho que Lisboa tem uma grande sorte por ter aquela grande multiculturalidade. Tens lá gente vinda de todos os lugares por onde os portugueses passaram [risos]. Tens os brasileiros, os cabo-verdianos, os angolanos… Todos esses diferentes povos vindos de diferentes regiões e a adicionarem a sua marca à cultura. A beleza da cultura é isso mesmo, teres tantas formas diferentes de arte a acontecer. Depois, é uma zona com muita costa, o que faz com que haja marisco incrível [risos]. Sinto que Lisboa está muito aberta a toda essa multiculturalidade e a ter pessoas que venham cá partilhar aquilo que têm. O facto de seres turista dá-te a oportunidade de absorver de maneira diferente. Vocês também estão muito próximos do norte de África e creio que isso também tem uma certa influência. E as ilhas… Como é que se chamam aquele vosso conjunto de ilhas onde consegues arranjar um voo de quatro horas e meia para Boston?
Os Açores?
[Hamid Drake] Os Açores são espantosos. Tivemos a oportunidade de lá tocar algumas vezes. A beleza de lá também é algo que enriquece ainda mais o vosso país.
[William Parker] E Faro? Eu adoro Faro!
[Hamid Drake] Sem dúvida.
Vocês têm ideia de como vai ser o dia em que vão tocar com o Luís e com o John? Meditam? Tomam as refeições juntos antes de irem para o palco?
[Hamid Drake] Depende. Por vezes encontramo-nos logo ao pequeno-almoço. O William e eu adoramos andar a vasculhar lojas de instrumentos [risos]. Por vezes também compramos roupa e sapatos. Não diria que falamos muito sobre música enquanto estamos a tomar as nossas refeições.
[William Parker] Não existe sequer essa necessidade.
[Hamid Drake] Até porque estamos muito mais entusiasmados com as vidas de cada um e com a vossa comida [risos]. Há vezes em que descansamos muito, porque já andamos há algum tempo na estrada. É só um dia normal que esperamos que se torne em algo lindíssimo quando formos tocar.
[William Parker] Há muitos cenários diferentes. Tu podes ter acabado de chegar e tanto podes estar em perfeita condição como podes estar numa condição totalmente diferente, se já fores a meio de uma digressão ou se tiveste de passar por um voo de sete horas. Tudo depende da situação. Nós só temos de fazer o que é necessário para que a música flua a partir de nós durante aquele serão. Se isso significa que precisas de dormir cinco minutos mesmo antes de entrar em palco, faz isso. Podes querer ir visitar museus, andar de bicicleta ou outra coisa qualquer durante o dia. Só tens de garantir que estás apto a fazer aquilo que precisas de fazer.
[Hamid Drake] Há uma coisa muito importante que deve ser dita. Existem muitos sorrisos. Existe muita alegria. O riso é constante e vem de um lugar feliz. Nós desfrutamos de estar juntos.
[William Parker] Há certos sons que são universais. Chorar é um som universal. Os bebés choram da mesma maneira, não interessa se são bebés portugueses, russos, chineses, do Alabama… Tu vais escutá-los e não notas diferença. São coisas que estão sempre connosco. Como o riso. E as pessoas que foram oprimidas sabem muito bem como rir. Porque elas têm de rir para não estarem a chorar o tempo todo [risos]. Tens de encontrar alegria na vida. Nós tocamos isso na nossa música, os choros e os risos. E vamos a outros lugares dos nossos espíritos. Assim conseguimos pensar em algo que seja superior a algo como “perdi o meu emprego”.
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