Marcha contra a guitarra elétrica: entenda a história por trás dessa passeata – NovaBrasil FM

Elis Regina é uma cantora brasileira que liderou a Marcha Contra A Guitarra Elétrica. A passeata existiu com a intenção de defender as raízes musicais brasileiras. No dia 17 de julho de 1967, em meio à ditadura militar, o centro de São Paulo ficou repleto de uma enorme quantidade de pessoas que se moviam contra a guitarra elétrica. Quer saber mais sobre a Marcha Contra a Guitarra Elétrica? Leia este artigo!
Liderada pelo ícone da MPB, Elis Regina, a manifestação também foi impulsionada por outros nomes conhecidos como Zé Keti, Gilberto Gil e Geraldo Vandré.
Todos os envolvidos na Marcha lutavam contra a utilização desse instrumento, famoso no rock americano, na música nacional. O argumento para esse posicionamento era que a guitarra elétrica propunha um novo gênero musical, marcado pelo elemento rock e por uma “eletricidade” nunca vista antes no Brasil, podendo manchar as raízes da música brasileira.
Se você quer conhecer mais detalhes sobre o que foi a Marcha Contra a Guitarra Elétrica, prossiga com a leitura para o primeiro tópico deste artigo!

A marcha contra a guitarra elétrica, movimento que aconteceu no ano de 1967 e liderado por Elis Regina e outros artistas da MPB, aconteceu com a intenção de defender a música nacional contra a invasão de elementos pertencentes às músicas internacionais.
A passeata da MPB recebeu este nome em razão do fato de que os envolvidos defendiam que a música feita no Brasil deveria ser puramente brasileira, por esse motivo, usar a guitarra elétrica não era o ideal.
O slogan da marcha contra a guitarra elétrica era “Defender O Que é Nosso”. A multidão de pessoas saiu do Largo São Francisco, em São Paulo, e desembocava diretamente no Teatro Paramount, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, local onde iria acontecer o programa Frente Ampla da MPB.
No mês de outubro de 1967, ocorreu o que pode ser considerado uma resposta para a marcha contra a guitarra elétrica, que foi o III Festival da TV Record. O III Festival da TV Record fez a revelação da renovação da MPB, através de nomes como Caetano Veloso e Gilberto Gil, contendo músicas e arranjos envolvendo inúmeras influências. Isso deu abertura para o movimento conhecido como Tropicália ou Tropicalismo.
Caetano Veloso fez uma apresentação com uma banda de rock argentina chamada de Beat Boys. Já Gilberto Gil se apresentou com Os Mutantes. Diante disso, durante o regime militar, é possível ressaltar que a música brasileira se renovou rompendo barreiras conceituais e políticas que foram responsáveis por permitir inúmeras possibilidades para a MPB, inclusive com o uso da guitarra.
Elis Regina, Jair Rodrigues, Edu Lobo, Geraldo Vandré e MPB-4 são alguns nomes que estavam envolvidos na liderança do movimento e que desejavam protestar contra a influência estrangeira na música brasileira. 
Você sabia que esse movimento foi importante para a história da MPB? Descubra a seguir!
No dia 17 de julho de 1967, em São Paulo, com o slogan “Defender O que é Nosso”, aconteceu a Marcha Contra a Guitarra Elétrica. Esse movimento visava defender a cultura brasileira contra a influência de características estrangeiras, principalmente em jovens músicos como Gilberto Gil e Caetano Veloso.
A luta do movimento era contra o uso da guitarra elétrica na MPB, pois esse era um instrumento visto como uma forma de americanização da música nacional. A passeata aconteceu em São Paulo, partindo do Largo São Francisco e finalizando em frente ao Teatro Paramount, hoje Teatro Renault.
Naquele mesmo ano, três meses depois, ocorreu o III Festival de Música Popular Brasileira, demonstrando uma forte aceitação do tropicalismo como uma forma de expressão musical nacional. Organizado pela TV Record, o Festival de Música Popular Brasileira de 1967 aconteceu entre 30 de setembro e 21 de outubro de 1967. Todos os eventos foram realizados no Teatro Record Centro, em São Paulo.
A canção que venceu essa edição do festival foi “Ponteio”, de Edu Lobo e Capinam. Entretanto, outras canções também ganharam destaque durante o festival, como “Alegria, Alegria”, de Caetano Veloso, “Roda Viva”, de Chico Buarque e “Domingo no Parque”, de Gilberto Gil, esta última foi considerada como um marco para o início da Tropicália.
Durante aquele período, o Brasil estava sob ditadura militar. Isso significa que havia controles na vida social das pessoas, principalmente em áreas como a música, o teatro, o cinema e a literatura. Além do controle e da vigilância, também existia grande repressão e perseguição em qualquer forma de expressão que protestasse contra o regime militar.
Na música, acabaram surgindo canções de cunho social e de protesto, que chegavam até a população graças aos festivais realizados pelas emissoras de televisão, que eram transmitidos para várias regiões do país.
Um fato marcante que aconteceu durante o III Festival de Música Popular Brasileira foi a intensa vaia que o público fez para a canção “Beto Bom de Bola”, cantada por Sérgio Ricardo. O artista tentou por um tempo cantar a música mesmo em meio às vaias, mas acabou quebrando o violão e o jogando contra a plateia.
Entre todas as edições do Festival de Música Popular Brasileira, organizado pela TV Record, a que ocorreu em 1967 se tornou a mais memorável, já que entrou para a história como um marco da revolução musical. Naquela época, o Festival de Música Popular Brasileira era considerado como um programa musical televisivo de sucesso, mas ele se tornou mais do que isso, visto que foi considerado um grande evento de importância política e cultural.
Mesmo sob a ditadura militar, o III Festival de Música Popular Brasileira conseguiu romper qualquer barreira conceitual e política para multiplicar as possibilidades da música brasileira.
Ao terminar de ler este artigo, você entendeu o que foi a marcha contra a guitarra elétrica e como o III Festival de Música Popular Brasileira foi marcante para a história da música nacional. Gostou do nosso conteúdo? Então, navegue pelo site da NovaBrasil FM e venha explorar os demais artigos que preparamos para você!
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