Morte de Elza Soares é destaque na imprensa internacional: New York Times, Guardian, Der Spiegel, Le Monde, Al Jazeera a homenageiam – VIOMUNDO

Diário da Resistência
Da Redação, com Deutsche Welle  e  Vermelho
A morte de cantora Elza Soares nessa quinta-feira (20/01), no Rio de Janeiro, repercutiu na mídia internacional.
Ganhou destaque no diário americano New York Times e o jornal britânico The Guardian.
O site da revista alemã Der Spiegel e o diário francês Le Monde a chamam de a “cantora brasileira do milênio”, lembrando o título que a artista recebeu numa homenagem da BBC em 1999.
Espanhol El Mundo’ salientou que vida de Elza Soares foi marcada por sucessos e superação da fome e do racismo
Elza morreu em casa, aos 91 anos, por causas naturais, segundo o empresário e a família.
Elza morreu na tarde de quinta-feira (20) em sua casa, no Rio de Janeiro, aos 91 anos, de causas naturais.
Confira abaixo algumas manchetes e coberturas internacionais
The New York Times, EUA — Morre Elza Soares, 91, que rompeu os limites da música brasileira
Ela saiu de uma favela no Rio para o estrelato do samba na década de 1960. Mas sua carreira foi mais tarde ofuscada por uma relação com um famoso jogador de futebol que se tornou um escândalo nacional.
Com traços finos que levaram a comparações com Eartha Kitt e uma voz áspera que lembrava Louis Armstrong, Soares se tornou uma das poucas cantoras negras no Brasil a aparecer em filmes nos anos 1960 e na televisão nos anos 1970.
Enquanto sua fama crescia, ela permanecia fiel às suas raízes. “Nunca saí da favela”, ela gostava de dizer aos repórteres, e muitas vezes terminava os shows agradecendo ao público por “cada pedaço de pão que meus filhos comeram”.

The Guardian, Reino Unido – Elza Soares, uma das maiores cantoras de todos os tempos do Brasil, morre aos 91 anos
Elza Soares, uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos, morreu em sua casa à beira-mar no Rio após uma carreira lendária de seis décadas que a tornou um tesouro nacional e uma estrela global.
O título de “voz do milênio” concedido pela BBC londrina foi mencionado.
Segundo o jornal, a vasta base de fãs de Elza supostamente incluía o Palácio de Buckingham, com a cantora se apresentando para a rainha Elizabeth II durante uma visita ao Brasil em 1968.
“Ela gostava de samba, sabe!” Elza lembrou mais tarde. “Ela até quebrou o protocolo batendo no ritmo com os pés. Meu Deus, a vida não é louca.”
Nessa quinta-feira a embaixada britânica no Brasil relembrou o encontro: “Foi um encontro de Queens! Descanse em paz, Elza.”
Na política, após citar o nojo de Elza pelo atual governo, o Guardian destacou apenas a homenagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando disse que  “perdemos não só uma das melhores cantoras e vozes mais poderosas do Brasil, mas também uma grande mulher, que sempre defendeu a democracia e as boas causas”, escreveu.
Às vésperas de seus 90 anos, o Guardian diz que ela declarou em entrevista: “As coisas aqui estão horríveis, é uma doença sem cura, uma situação absurda, nojenta. É a minha raça que estou vendo ser destruída e temos que falar e dizer basta”.


Al Jazeera, Catar – Cantora de samba brasileira Elza Soares morre aos 91 anos
Sua voz rouca agradava ao público em todo o mundo em shows que abordavam as dificuldades da vida nas cidades brasileiras, a justiça para as mulheres e o racismo na nação sul-americana.
Ela se tornou uma feroz defensora do feminismo negro e uma voz que denunciava a violência contra as mulheres.

Le Monde, França — Elza Soares, “cantora brasileira do milênio”, morre aos 91 anos
A artista, símbolo de resistência e coragem, marcou a história da música com sua versatilidade e sua personalidade, tão marcantes quanto sua voz rouca, ao longo de uma carreira que durou mais de 60 anos.
Com mais de 30 discos gravados em mais de 60 anos de carreira, a artista negra com seu timbre rouco característico foi considerada uma das maiores vozes da canção brasileira. Em 1999, a BBC a coroou “cantora brasileira do milênio”
Der Spiegel, Alemanha – “Voz do milênio”: morre a sambista Elza Soares
Misturando samba, jazz, electro, hip-hop e funk e lançando mais de 30 discos, Soares é considerada uma dos maiores cantoras do Brasil. Sua maior homenagem: no Carnaval do Rio em 2020, a escola de samba Mocidade a homenageou com seu próprio desfile no Sambódromo.
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BBC News, Reino Unido – Elza Soares: Lenda do samba brasileiro morre aos 91 anos

Rolling Stones, EUA — A prolífica cantora brasileira Elza Soares morre aos 91 anoa
 A revista trouxe na capa de sua versão na internet a morte da cantora, lembrada pela ousadia da experimentação musical e pelo comentário político de seu repertório, além de ser qualificada como “prolífica” pela vasta obra.
A revista também lembra o momento global da abertura das Olimpíadas de 2016 com a participação da cantora.
“Após um hiato na década de 2010, Soares voltou ao cenário musical com seu álbum A Mulher do Fim do Mundo, de 2015, que ganhou um Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. Foi aclamado por suas influências experimentais, que vão do afro-funk ao noise rock, e seu comentário social sobre a brutalidade policial, a violência contra pessoas LGBTQAI e a vida dos oprimidos no Brasil. Ela continuou produzindo música no final de sua vida e também recebeu indicações ao Grammy Latino por seus álbuns Deus é Mulher de 2018 e Planeta Fome de 2019.”, concluiu a reportagem da RS.

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Zé Maria
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ELZA DEUSA SOARES
Mocidade Independente de Padre Miguel
https://youtu.be/EcDMkZTAs3E?t=4
Bateria não existe o mais quente
Alô meu povão de Padre Miguel
Vamos lá
A hora é essa
Laroyê e mojubá liberdade
Abre os caminhos pra Elza passar
Salve a Mocidade
Essa nega tem poder
É luz que clareia
É samba que corre na veia
Laroyê e mojubá liberdade
Abre os caminhos pra Elza passar
Salve a Mocidade
Essa nega tem poder
É luz que clareia
É samba que corre na veia
Lá vai menina
Lata d’água na cabeça
Vencer a dor,
Que esse mundo é todo seu
Onde a água santa foi saliva
Pra curar toda ferida
Que a história escreveu
É sua voz que amordaça a opressão
Que embala o irmão
Para a preta não chorar
(para a preta não chorar)
Se a vida é uma aquarela
Vi em ti a cor mais bela
Pelos palcos a brilhar
É hora de acender
No peito a inspiração
Sei que é preciso lutar
Com as armas de uma canção
A gente tem que acordar
Da lama nasce o amor
Quebrar as agulhas
que vestem a dor
É hora de acender
No peito a inspiração
Sei que é preciso lutar
Com as armas de uma canção
A gente tem que acordar
Da lama nasce o amor
Quebrar as agulhas que vestem a dor
Brasil
Enfrente o mal que te consome
Que os filhos do planeta fome
Não percam a esperança em seu cantar
Ó nega!
Sou eu que te falo
em nome daquela
Da batida mais quente
O som da favela
É resistência em nosso chão
Se acaso você chegar
Com a mensagem do bem
O mundo vai despertar
Deusa da vila vintém
Eis a estrela
Teu povo esperou tanto
pra revê-la
Klaroyê e mojubá liberdade
Abre os caminhos pra Elza passar
Salve a Mocidade
Essa nega tem poder
É luz que clareia
É samba que corre na veia
Laroyê e mojubá liberdade
Abre os caminhos pra Elza passar
Salve a Mocidade
Essa nega tem poder
É luz que clareia
É samba que corre na veia
Lá vai menina
Lata d’água na cabeça
Vencer a dor,
Que esse mundo é todo seu
Onde a água santa foi saliva
Pra curar toda ferida
Que a história escreveu
É sua voz que amordaça a opressão
Que embala o irmão
Para a preta não chorar
(para a preta não chorar)
Se a vida é uma aquarela
Vi em ti a cor mais bela
Pelos palcos a brilhar
É hora de acender
No peito a inspiração
Sei que é preciso lutar
Com as armas de uma canção
A gente tem que acordar
Da lama nasce o amor
Quebrar as agulhas que vestem a dor
É hora de acender
No peito a inspiração
Sei que é preciso lutar
Com as armas de uma canção
A gente tem que acordar
Da lama nasce o amor
Quebrar as agulhas que vestem a dor
Brasil
Enfrente o mal que te consome
Que os filhos do planeta fome
Não percam a esperança em seu cantar
Ó nega!
Sou eu que te falo em nome daquela
Da batida mais quente
O som da favela
É resistência em nosso chão
Se acaso você chegar
Com a mensagem do bem
O mundo vai despertar
Deusa da vila vintém
Eis a estrela
Teu povo esperou tanto
pra revê-la
Laroyê e mojubá liberdade
Abre os caminhos pra Elza passar
Salve a Mocidade
Essa nega tem poder
É luz que clareia
É samba que corre na veia
Laroyê e mojubá liberdade
Abre os caminhos pra Elza passar
Salve a Mocidade
Essa nega tem poder
É luz que clareia
É samba que corre na veia …
https://youtu.be/EcDMkZTAs3E?t=4

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Beija-mão eleitoral
Mais de 400 fazendas, a maioria está 100% nesses territórios
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